A absolvição do Powerpoint (Portugal)
Pense comigo: o que é que nos vêm à cabeça quando pensamos em apresentações de PowerPoint? Que são chatas, cansativas, longas… dão sono. Você tem razão. E não é o único a pensar dessa maneira. Mas acredite: culpar o Powerpoint pelas apresentações chatas é o mesmo que culpar o plasma ou LCD lá de casa por um mau programa de televisão.
Absolvemos então o Powerpoint e decidimos culpar o autor das apresentações. Um slide é como uma folha de papel ou uma tela em branco para um artista. E o que fazer então: Mais fácil é começar por dizer o que não fazer! Aqui ficam alguns dos erros comuns que os apresentadores cometem na altura de preparar a sua apresentação: Em primeiro lugar, não pensar na audiência, talvez o mais grave de todos os pecados. A audiência é o nosso cliente e é nela que devem estar focados os nossos objectivos de comunicação .
Parece obvio, mas na maior parte das vezes inundamos a nossa audiência com informação completamente irrelevante para o assunto em causa. Ou seja, trocamos comunicação por informação. Mas há mais: o uso excessivo de “bullet points” ou de textos intermináveis, os fundos que dificultam a leitura, o carnaval de cores e fontes…. e por ai fora. Voltando à metáfora inicial televisão e da programação (sim, nós gostamos de metáforas!) pense numa apresentação como um bom filme. Tente criar uma boa história que prenda a atenção da sua audiência pela estrutura do conteúdo mas que tenha emoção, suspense e até, porque não, um pouco de entretenimento.
E não culpe o Powerpoint!



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